Unidade Restauração Ecossistêmica

É o projeto que irá definir o conjunto de ações que proporcionarão a recuperação de áreas degradas, objetivando o reestabelecimento do equilíbrio ecológico. A restauração ecológica é uma atividade deliberada, que inicia ou acelera a recuperação de um ecossistema com respeito à sua saúde, integridade e sustentabilidade. Com frequência, o ecossistema que requer restauração foi degradado, danificado, transformado ou totalmente destruído como resultado direto ou indireto das atividades humanas, até um grau em que o ecossistema não pode restabelecer-se por si próprio, conforme seu estado anterior.

O processo de restauração é induzido pelo homem para recuperar as condições ambientais (vegetação, flora, fauna, clima, água, solo e microrganismos) de um ecossistema desequilibrado; o qual deve contemplar a combinação de múltiplos conhecimentos científicos sobre a eco fisiologia das espécies vegetais, as características do solo, a dinâmica dos nutrientes, a história natural da localidade, o uso do solo tradicional, o impacto da transformação do sistema nas comunidades humanas que realizam seu aproveitamento e a importância econômica e social potencial das espécies nativas, entre outros. O principal objetivo é gerar como resultado um sistema altamente diverso e similar, quanto a composição e estrutura, ao original. Este sistema deve ser auto sustentável não somente em termos ecológicos, senão também sociais, pois pode constituir uma fonte de recursos econômicos para as comunidades vizinhas e se são utilizados por estas de maneira racional, poderão garantir sua conservação.

Nossos projetos:

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, ou seja, sem desapropriação de terra. No momento que decide criar uma RPPN, o proprietário assume compromisso perpétuo com a conservação da natureza. Além de preservar belezas cênicas e ambientes históricos, as RPPNs assumem, cada vez mais, objetivos de proteção de recursos hídricos, manejo de recursos naturais, desenvolvimento de pesquisas cientificas, manutenção de equilíbrios climáticos ecológicos entre vários outros serviços ambientais.

O Brasil conta atualmente com centenas de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que juntas somam quase 480 mil hectares. A Fazenda Guaçú com o propósito de contribuir para a conservação da biodiversidade vem trabalhando para criar a primeira RPPN do município de São Brás do Suaçuí em uma área de 122.746,88 m².

Mobilizados em tornar a Fazenda Guaçú um polo irradiador de uma nova consciência ambiental, além dos 122.746,88 m² disponibilizados para criação de uma RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) foram concedidos mais 228.728,36 m² para recuperação e conservação florestal chegando a um total de 393.624,37 m² de área de recuperação ecossistêmica.

A fazenda vem unindo esforços de organizações do primeiro, segundo e terceiro setores em uma integração que busca atender às necessidades da comunidade local e promover um melhor relacionamento entre os seres humanos e o meio ambiente em que vivem.

Ao longo de séculos, a fauna silvestre brasileira vem sendo alvo de todo tipo de agressões praticadas pelo homem, sendo tráfico de animais, desmatamentos, expansão urbana, espécies invasoras, entre outras. Tais ações vêm gerando sensível perda de habitats e fragmentação de ecossistemas, acarretando drástico declínio nas populações de animais silvestres em todos os biomas do país e consequentemente a perda da diversidade biológica.

Diante de tal quadro a Fazenda Guaçú criou o projeto Voo Livre e está cadastrada no programa ASAS (Área de soltura de animais silvestres) projeto de reintrodução de fauna silvestre nativa, desenvolvidos pelo IEF e IBAMA.

Fazenda Engenho D’Água
Instituto Xopotó
Cross V8